Independência do Haiti
A Independência do Haiti foi uma grande revolta de escravos e negros livres que começou na colônia francesa de São Domingos em 1791. Essa revolta foi motivada pela intensa exploração e violência do sistema colonial francês na região. Os franceses ocupavam a parte oeste do Haiti conhecida naquela época como ilha de Hispaniola enquanto os espanhóis dominavam a parte leste. Na parte dominada pelos franceses a agricultura era baseada em plantation ( grandes fazendas ) sendo cultivadas por negros escravizados, sendo produzido cana de açúcar, a grande exportação de açúcar de cana tornou Hispaniola a colônia mais rica da França, produzindo 40% do açúcar do mundo. Esse monopólio era controlado por 40 mil colonos franceses a serviço da metrópole. Os escravos, no entanto, representavam meio milhão de pessoas e eram tratados de forma extremamente cruel. Eles enfrentavam problemas como a falta de alimentos, alta taxa de mortalidade e a exposição a doenças contagiosas.

Lutas de abolição a escravidão
A abolição da escravidão na independência do Haiti foi um processo complexo e violento que durou vários anos. Em 1791, escravos no norte de Saint-Domingue se revoltaram, liderados por Toussaint Louverture destruindo plantações e matando colonos em busca de liberdade. Líderes como Louverture unificaram os rebeldes e negociaram com as forças francesas. Em 1793, o governo revolucionário francês ( jacobinos) aboliu a escravidão em todas as suas colônias, e a decisão foi formalizada em 1794. Louverture consolidou seu poder na colônia. Em 1802, Napoleão Bonaparte tentou restabelecer a escravidão, enviando tropas para retomar o controle. Louverture foi capturado e enviado à França, onde morreu em 1803. Jean-Jacques Dessalines liderou a resistência. Em 1º de janeiro de 1804, após derrotar as forças francesas, Dessalines declarou a independência do Haiti e a abolição definitiva da escravidão, tornando o Haiti a primeira república negra do mundo e o segundo país independente das Américas.
Haitianismo
As elites coloniais e metropolitanas, por sua vez, estavam constantemente preocupadas com a possibilidade de surgimento de uma nova revolução como a do Haiti. Antes de tudo, essa preocupação deriva da ameaça de que outras colônias podem ter seguido o exemplo do Haiti, ameaçando a economia da escravidão, em torno da qual giravam a riqueza das metrópoles europeias e das classes senhoriais. A revolução haitiana, que começou em 1791 e se consolidou na independência em 1804, demonstrou que escravos e libertos são capazes de lutar por sua própria liberdade. A elite colonial e os senhores de escravos perceberam qual era o maior dos perigos possíveis - a consciência das massas escravizadas. O medo de que as ideias de liberdade da revolução haitiana poderiam facilmente se espalhar para suas colônias, foi uma ameaça séria. Em primeiro lugar, a maioria das economias coloniais eram plantações, cujo lucro se baseava em trabalho escravo. A perda de escravos ameaçava plantações de açúcar, café, algodão e muitas outras culturas, que eram a base da riqueza metropolitana. Além disso, uma revolução em larga escala abalaria o poder das elites, em vez disso as ameaçando. A manutenção da ordem era impossível sem controle social e político sobre as populações escravizadas. Manifestação de qualquer sinal de rebelião era um motivo de pânico. A difusão do "contágio" era aterrorizante. As autoridades coloniais e metropolitanas aplicaram medidas repressivas da censura. A repressão de qualquer insurreição ou abolição era cruel e influente, de modo que isso intimidaria qualquer movimento socialcial, protegendo o medo de uma revolução semelhante à do Haiti.